CARNAVAL – The Songs Were So Beautiful – By Revista Proasa e Verso

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No álbum ‘Carnaval – The Songs Were So Beautiful‘, que saiu em todas as plataformas digitais, o pianista, arranjador e compositor Antonio Adolfo faz um apanhado do Carnaval e suas várias épocas, mixando o gênero com jazz, ijexá, bossa, marcha, samba e outros. A capa traz desenho do artista Elifas Andreato (1946-2022) e foi feita por seu filho Bento Andreato

O Carnaval e toda sua tradição europeia trazida pelos portugueses se adaptou muito bem à cultura brasileira, tanto que virou marca registrada no país e adquiriu cara e tempero nossos. São bailes de máscaras, desfiles de escolas de samba, circuitos de trios elétricos e blocos de rua. Nesse sentido, a música é um dos gêneros mais presentes, com sucessos que têm marcado gerações.

O pianista, compositor e arranjador Antonio Adolfo define seu novo álbum ‘Carnaval – The Songs Were So Beautiful’ (AAM/plataformas digitais): “Faço um resgate de lindas melodias dos Carnavais de várias épocas no século XX, no Brasil, trazendo-as para o meu universo musical, que combina tudo isso com sabor jazzístico (improvisações e harmonias modernas). Esse universo engloba Choro, Clássico, Bossa Nova, música da Bahia, interior de Minas, Estado do Rio, Pop, Jazz e outros”.

Tem desde Pedro Caetano com É com Esse Que Eu Vou (1948), até Vai Passar (1984), de Francis Hime/Chico Buarque, inspirada no momento em que brasileiros ansiavam pela volta da democracia. Sem esquecer Oba-O Bafo da Onça (1962) de Osvaldo Nunes, que virou hino do Bafo da Onça (RJ).

Adolfo descreve o interesse: “Desde muito jovem, sou apaixonado pela festa, principalmente as marchinhas, sambas e frevos. Frequentemente ia com minha família ver os blocos carnavalescos. Além de me divertir com as festividades, as máscaras e fantasias, os confetes e as serpentinas, ficava fascinado ao ouvir as bandas tocando e as pessoas cantando.”

O grupo é formado por Antonio Adolfo (piano e arranjos), Lula Galvão (guitarra), Jorge Helder (baixo acústico), Rafael Barata (bateria e percussão), Jessé Sadoc (trompete e flugelhorn), Idriss Boudria (sax alto), Marcelo Martins (sax-tenor e flauta), Rafael Rocha (trombone) e André Siqueira (percussão). Como Adolfo define, é a turma que conduz “essas melodias lindas com um toque jazzístico brasileiro”.

Um detalhe é que o desenho que ilustra a capa é do artista Elifas Andeato (1946-2022), usada aqui agora por seu filho Bento Andreato, autor do projeto. Elifas fez mais de 350 capas de LP/CDs brasileiros e é considerado um dos nomes mais importante desse área.

Antonio Adolfo
Iniciou os estudos de música quando criança. Em 1963 criou o Trio 3D, que acompanhou diversos artistas, entre eles, Wilson Simonal, Carlos Lyra, Elis Regina e Claudette Soares. Atuou tanto em festivais como em trilhas de novelas, obtendo sucesso com Sá Marina e Teletema, entre outras, em parceria com Tibério Gaspar. Vive entre Brasil e Exterior desde os anos 1970.

Na década de 70 tem atitude pioneira que hoje é padrão: gravação e distribuição independente de discos. Seu LP Feito em Casa (1977) teve as etapas assumidas por ele, da gravação à venda em lojas.

Além de trabalhar com alguns nomes icônicos da MPB, Adolfo também é educador, ensinando música em todo o mundo. Em 1985, criou no Rio de Janeiro, o Centro Musical Antonio Adolfo.

Tem gravado discos com trabalhos autorais e outros dedicados a compositores como os CDs Bossa 65 – Celebrating Carlos Lyra and Roberto Menescal (2023) e Jobim Forever (2021), este com a obra de Tom Jobim (1927 – 1994). Entre seus álbuns alguns foram indicados ao Grammy e Grammy Latino, como Rio Choro Jazz… (2014), Tema (2015), Jobim Forever (2021), este último, como Melhor Álbum de Latin Jazz. Recentemente lançou o CD Combinados (Kuarup/2025), ao lado do cantor e compositor Renato Teixeira, com suas parcerias cantadas por Zeca Baleiro, Simoninha, Pedro Mariano, Leila Pinheiro, Oswaldo Montenegro, Carol Saboya, Alaíde Costa e outros.